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27 de junho de 2011

Toc toc: a sorte bateu na porta, Cherie abriu e teve o final feliz que merecia

Tem histórias e histórias... essa é uma história pra lá de especial e conturbada. Mas, graças ao coração maravilhoso de algumas pessoas, essa história teve um final feliz.
Vou tentar resumir, pq é um pouco longa, hehehehe!

O gatinho Cherie (que ganhou esse nome de uma de suas tutoras) foi entregue à carrocinha por sua primeira tutora com caminha e tudo. A carrocinha ficou com dó e pediu para que a mulher o encaminhasse pra Aspaan. Assim foi. Cherie chegou e ficou por lá até ser adotado por uma familia maravilhosa. Massssss, a criança da família desenvoloveu uma alergia e Cherie voltou para o abrigo novamente. Só quem tira o animal de um lar para voltar ao abrigo, sabe a dor que é, pra nós, e pra eles.
Bem, Cherie foi encaminhado à adoção novamente. Por ser muito bonito, não foi difícil doá-lo novamente. Mas dessa vez, a tia foi mais rigorosa ainda, Cherie já tinha sido entregue 2 vezes e ela não podia errar de novo. Bem, ele foi adotado por uma ótima familia massssss.... Cherie estava começando a se interessar em subir o muro do vizinho, que tinha um pit bull. Portanto, a tutora com medo do que pudesse acontecer com ele, devolveu ele ao abrigo novamente.

Cherie desde então ficou no abrigo, viveu muito bem, mas estava com a saúde debilitada ultimamente, talvez por conta desse histórico de abandonos. Isso, porém, nunca fez com que Cherie fosse arisco ou tivesse problemas de relacionamento com outros gatos. Ele sempre teve uma personalidade exemplar, o gatinho vivia muito bem apesar de todos os percalços da vida.

Até que um dia, a sorte bateu a porta dele. Cherie foi adotado por uma família maravilhosa de humanos, caninos e felino! Não preciso mais me estender nesta história. As imagens falam mais do que qualquer palavra...

As tias sonham com esse final feliz para todos os animaizinhos e trabalham duro, para que todos possam ter uma história feliz como essa.

Cherie, que sua história nos motive todos os dias a não desistir nunca.

Esse sou eu, o famoso gatinho Cherie que finalmente, se deu bem!

Eu e meu irmão felino Zeca. Tenho mais 2 irmãos caninos.

Zeca já me considera da família, ganho abraços todos os dias.

8 de junho de 2011

Kitty e Kat estão pra adoção. Você resiste?

21 de maio de 2011

São tantas coisinhas miúdas...

Pessoal,

Olha só quantas coisinhas lindas! Todos da mesma família, 3 moças e 1 moço, disponíveis para adoção. Eu sei que a impulsividade fala alto nessas horas, mas antes de ter um animalzinho pense muito bem e com muito carinho, viu? Para adotar, entre em contato com: stelladalcin@gmail.com

Aproveitem e babem nessas lindas fotos!




6 de maio de 2011

Jesuíno, mais um sobrevivente!

Fotos de animais que doamos em seus novos lares nos enchem de alegria. É isso que renova nossas energias para continuar esse trabalho tão difícil.

Esse é Jesuíno, um mini gatinho de aproximadamente 45 dias que foi abandonado com seus irmãozinhos na porta do abrigo. De uma ninhada de 5, somente Jesuíno escapou de virar estrelinha (e foi por muito pouco!)

Jesuíno, que sua vida encha de alegria o coração de todos que passarem por você!


27 de abril de 2011

Essas delícias aguardam um lar

21 de abril de 2011

Estou grávida, tenho que me desfazer de meu animal de estimação?

Muitos aqui devem ter assistido ao episódio da novela Insensato Coração, onde a personagem da atriz Camila Pitanga se nega a encostar, e ainda diz “ que não pode nem chegar perto”, pois a médica recomendou, da gatinha que estava em cima do carro, pelo risco de pegar toxoplasmose. Como veterinária fiquei chocada com tamanha DESINFORMAÇÃO passada por uma rede de TV como a GLOBO. Desde então a comunidade veterinária se posiciona para INFORMAR corretamente como ocorre a infecção pela toxoplasmose e seus riscos.

O felinos selvagens e domésticos são hospedeiros definitivos e intermediários do Toxoplasma gondii (agente causador da toxoplasmose), e isso é muito importante para entender porque o gato é visto como o “MAU sujeito” nessa história toda. No entanto, a toxoplasmose está presente não somente neles, mas em diversos animais de produção (caprinos, suínos, ovinos, bovinos, aves), no cão, em répteis, anfíbios e na maioria dos vertebrados, contudo, estes são hospedeiros intermediários.

Somente no gato, a toxoplasmose passa por um ciclo enteroepitelial, onde os cistos (recheados de bradizoítos – uma das formas infectantes) ingeridos dos tecidos de suas presas sofrem ação do suco enterogástrico e as formas infectantes são liberadas e penetram nas células intestinais. A partir deste ponto formam-se oocistos (forma não infectante) que são liberados no intestino dos gatos, e que serão eliminados no ambiente ao defecar. No entanto, gatos saudáveis quando infectados (NÃO É todo gato que tem toxoplasmose) eliminam somente oocistos por 1 a 2 semanas, uma ÚNICA vez na vida. Após a infecção o gato também apresenta imunidade contra a Toxoplamose. Exceções podem ocorrer com gatos imunossuprimidos (FIV/ FelV, dose alta de corticóides).

Nos demais hospedeiros, a toxoplasmose passa por um ciclo (sistêmico) que não envolve a eliminação intestinal, entretanto, há formação de cistos e estes permanecem em estado de latência em diversos tecidos.

Pronto, chegamos ao ponto, onde o pobre coitado do gato é crucificado, pois só ele elimina nas fezes e, portanto, ele é o CULPADO. Na verdade não é. A culpa é da FALTA DE HIGIENE e explico nos próximos parágrafos.
O gato ao liberar o oocisto nas fezes (lembrando que este oocisto não se encontra na forma infectante), ele precisa passar por uma fase que chamamos de esporulação para então se tornar infectante (esporocistos).

No entanto, essa fase de esporulação ocorre de 1 a 5 dias (em média 3 dias) após o oocisto ter sido colocado no ambiente (entre outras palavras, “o cocô tem que estar a 3 dias na liteira”). Todos nós, donos de gatos, sabemos da importância de se limpar a liteira (caixinha de areia) TODO DIA. Portanto, basta limpar todo dia, que o oocisto não esporula no seu ambiente. Outro detalhe, gatos “indoors” ( sem acesso à rua) apresentam baixíssima chance de terem sido infectados pelo toxoplasma, pois não costumam caçar pequenos mamíferos, agora se o proprietário costuma fornecer alimento cru, eles também podem ser infectados .

Acredito que todos aqui entenderam que o problema está no cocô do gato que está abandonado na liteira, acredito também que ninguém que lê esse blog tem mania de comer cocô de gato, ainda mais com 3 dias ressecando na liteira, não é mesmo!? Creio também que todos usam pás ou não tocam com as mãos diretamente nas fezes do gato. Mesmo assim, terminou de limpar a liteira, lave bem as mãos, isso demonstra higiene.

Outro detalhe, o oocisto está na fezes, e não no gato, então pode tocar seu gato sim, recomendo que pessoas que possuem gatos de pêlo longo, façam a tosa higiênica, visto que em alguns desses gatinhos, as fezes podem ficar presas nos pelinhos em volta do ânus.
Lembro ainda que gatos apresentam hábitos de limpeza diários ( o chamado “banho com a língua”), portanto, se infectar com toxoplasma tocando o gato é uma inverdade.

Não temos controle nos gatos que defecam em hortas, portanto, LAVAR BEM VERDURAS e FRUTAS é fundamental.

A carne que é consumida crua ou semi-crua, apresenta alto risco para infecção pela Toxoplasmose, pois nos demais hospedeiros, o cisto está em forma de latência nos tecidos e são viáveis por muitos anos.

Para as grávidas, todos os cuidados acima são muito importantes, visto que a toxoplasmose pode gerar abortos e danos ao feto, mas informo que pegar toxoplasmose tocando em seu gato não é verdade, não precisa se desfazer dele. Pessoas que apresentam imunossupressão (ex.aidéticos) também devem redobrar as cuidados acima, visto que a infecção é responsável por diversos óbitos, lembrando que nesse caso, não necessariamente a pessoa tem que ter se infectado recentemente, existe a presença de uma infecção em latência que costuma ser responsável pela maioria dos casos de encefalite toxoplásmica.

Para as grávidas ficarem mais tranqüilas, basta ir ao veterinário e pedir a sorologia para Toxoplasmose, lembrando que um resultado negativo, quer dizer que o gato não teve contato prévio com a toxoplasmose, mas que existe chance de infecção futura se exposto as condições citadas nos parágrafos acima.

Vamos as perguntas.

1 - Tenho que me livrar do meu cão? Ou não posso tocar no meu cão?
Eu costumo responder no consultório da seguinte forma “ você pretende matar e comer a carne crua do seu cão?”, acho que não. Pode parecer um pouco grosseiro, mas é somente para que nunca se esqueça que cães não passam toxoplasmose. Não precisa se livrar dele, até porque ele nunca se livraria de você, e pode tocá-lo à vontade.

2 - Não posso mais tocar meu gato? Estou grávida e o médico não recomenda.
A recomendação que faço é. Pode tocá-lo. Único cuidado, basta usar luvas ao trocar a areia na liteira e lavar as mãos, mas se mesmo assim não quiser limpar a liteira, peça a um terceiro para fazer. E faça todo dia.

3 - Não pega pela pelagem?
Se o gato não está banhado de fezes, com certeza não. Lembre-se o gato se “lava diariamente”.

4 - Mas como eu pego?
Ingerindo carnes cruas, principalmente, de ovinos, suínos, caprinos, e o adorado coração de galinha. Através de verduras e frutas mal lavadas. Em contato direto com terra contaminada (use luvas na jardinagem e horta e lave bem as mãos).

5 - Mas e do meu gato, como eu posso pegar?
Se ingerir fezes que estão a 3 dias esquecidos na liteira, se pegar cocô com a mão e por na boca. Isto é, se você não tiver hábitos de higiene. NÃO SE PEGA TOXOPLASMOSE DE TOCAR NO GATO, DE DORMIR COM COM O GATO, NÃO PEGA PELO AR.

É isso pessoal, assunto polêmico necessita de um texto um pouco maior para não gerar dúvidas. Qualquer coisa é só me mandar um email.
Leila Sena
CRMV 4423
Medicina Felina
Veterinária ASPAAN
leilasenavet@gmail.com
**referências encontram-se com a autora

7 de abril de 2011

Adoramos finais felizes!!!

Pra quem acompanha o blog, viu em um dos nossos posts a histórinha da mamãe tricolor que fez uma cirurgia e aguardava adoção. Bem, a adoção demorou... mas veio!!!
Vale a pena contar um pouco dessa história, uma história com final feliz que a gente sonha pra todos os nossos bichinhos.

A Mamãe Tricolor (não fui criativa o suficiente pra dar um nome de verdade pra ela até hoje!) foi resgatada no ano passado por uma voluntária de dentro do carro da carrocinha junto com outra gatinha. Mamãe estava gravidíssima!!! Foi recebida no abrigo e lá teve seus filhotes, foram 5, um mais lindo que o outro.
Foi uma ótima mãe mas ela começou a se estressar por causa do ambiente, por ter que ficar muito tempo fechada e... comeu um dos filhotes! Faz parte da natureza, estamos acostumados. Mas quando a tia viu, tirou todos os filhotes dela e levou pra lar temporário. Bem, um deles estava muito ruim e acabou indo pro céu dos gatinhos na noite que foi tirado do abrigo. Quando ele estava morrendo, os irmãozinhos ficaram deitados do ladinho dele, fiéis até seu último suspiro (levei para a eutanásia antes que morresse naturalmente, pois estava sofrendo muito!!)

Bem, os 3 irmãozinhos que sobraram (as fotos estão aí embaixo) foram pro lar temporário da tia Stella onde foram tratados como príncipes e ficaram tão lindos e gostosos que foram todos adotados. E o pai de um deles, o amarelinho que hoje chama Caramelo, agora resolveu adotar a mamãe tbm!

Um grande e importante detalhe dessa história: a mamãe é doentinha, tem só 1 rim que funciona e seu fígado tbm está bem aumentado. Ela passa muito bem, está ótima, mas não sabemos quanto tempo de vida ela terá.

Mas o que importa é que hoje ela foi acolhida por uma família amorosa, que só quer saber de tratá-la com carinho, mesmo que sua saúde não seja das melhoras.

ISSO QUE CHAMO DE UMA VERDADEIRA LIÇÃO DE AMOR!

Queria compartilhar com todos esse sentimento tão raro hoje em dia, e espero que isso também inunde o coração de vocês!


Mamãe em sua nova casa




Um dos filhotes adotados, hoje chama Caramelo e é ele que está junto da mamãe agora.

Um dos filhotes da mamãe, tbm já adotado.

 
Filhote da mamãe tbm já adotado.


27 de março de 2011

Seu gatinho está com diarréia ou vômito? Fique de olho para a Panleucopenia Felina

Oi pessoal, a Cecília me propôs que enviasse ao blog alguns textos abordando doenças de cães e gatos, no intuito de informar o leitor, para que possa cuidar muito melhor de seus amiguinhos peludos. Tentarei ser bem sucinta em todos eles, para que a leitura não se torne cansativa e também para que o maior nº de pessoas possíveis tenham interesse em se informar.


PANLEUCOPENIA FELINA

Hoje trato da Panleucopenia felina, uma doença bastante letal em gatinhos bem novinhos, mas que possui vacina (Ufa!). A infecção ocorre pela ação do parvovírus felino, e gera infecção intestinal, aguda ou superaguda, com os seguintes sinais, febre, diarréia, vômitos, anorexia e apatia.

Ao adotar um gatinho é importante fazer um check-up no veterinário, principalmente em gatinhos que vieram de grandes aglomerados (gatis, cczs) e da rua, para que o veterinário possa tomar as medidas possíveis dependendo do estado e dos exames do gatinho.

Gatos adultos não vacinados, também podem se infectar, no entanto, a recuperação é mais provável pois a doença, no geral, é autolimitante para os adultos. As gatinhas prenhes infectadas podem perder seus filhotes ou estes nascerem com alterações neurológicas e ocular (displasia retinal), portanto, tem que ficar de olho na gatinha e nos recém- nascidos.

A importância de fazer um check-up ao adotar um gatinho, se dá porque a panleucopenia pode ter um curso superagudo e muitas vezes é fatal em 24 hs, então, dependendo do histórico do seu animalzinho e dos sinais que apresenta, não espere, pois as vezes, esperar pode significar que pouco podemos fazer para tentar recuperá-lo.

Assim como o parvovírus canino, o parvovírus felino é de difícil desinfecção e para que o ambiente seja desinfetado preconiza-se o uso de hipoclorito de sódio (alvejantes),ok!? Então, se houver algum gatinho na sua casa com a doença ou caso exista a suspeita, limpe o ambiente, vasilhas, liteiras, lembrando que primeiro se retira toda matéria orgânica (fezes, urina, ração) com sabão e água, enxágua bem e depois aplica-se o hipoclorito, pode deixar por uns 30 minutos agindo e depois volte a lavar bem os utensílios (cuidado com a escova que usar, esta tem que ser desinfetada também) .

No tratamento da Panleucopenia, por se tratar de vírus, não há medicação que trate o vírus (infelizmente!!), trata-se os sinais presentes, e como ocorre muita diarréia e vômitos, a reposição de fluidos é fundamental , a grande maioria dos casos requer fluidoterapia intravenosa. Dar água na seringa em gatinhos que vomitam não tem o menor sentido e não é eficaz.

O prognóstico é considerado reservado, mas com o tratamento sendo realizado o mais rápido possível, e de forma adequada a chance do gatinho se recuperar aumenta.

Nota MUITO IMPORTANTE: lembre-se, EXISTE VACINA que previne a Panleucopenia felina, portanto, não vacile, se informe com seu veterinário de confiança sobre a vacina mais indicada e protocolo adotado e vacine seu gatinho.

Até o próximo texto.

Leila Sena
CRMV 4423
Medicina Felina
Veterinária ASPAAN

**as referências encontram-se com a autora do texto.

***dúvidas, críticas, elogios, contato: llopesena@gmail.com


Leila com a estrelinha Magali e Filó

8 de março de 2011

Magali deixou o mundo mais bonito

Magali deixou o mundo mais bonito porque plantou no coração das pessoas que estiveram com ela, o sentimento mais nobre e mais lindo que existe: o amor verdadeiro.


Essa história é uma história feliz. Pode parecer que não, mas é a história de uma adoção de muito amor em que um animalzinho pode ter a chance de ter tudo o que ele merece: carinho, conforto, segurança e muito amor. Isso pra mim é final feliz! E Magali, essa gatinha que vamos falar hoje, teve tudo isso. O céu chamou ela mais cedo do que gostaríamos, até agora não sabemos exatamente porquê, mas certamente, a mãe dela Leila garante que ela foi uma gatinha feliz até o último respirinho de sua vida, pois nos deixou de uma hora pra outra, sem nenhum vestígio de sofrimento.

Magali teve a história que desejo para todos os bichinhos, mas a única coisa que faltou para ela foi uma vida mais longa. Mas a gente não sabe de nada... Deus é que sabe, né?

"Trabalho como veterinária no abrigo a alguns meses, lá vejo de tudo um pouco. Muitos demonstram o que é superação pelos diversos problemas que apresentam, e mesmo assim continuam nos alegrando, e vencendo diferentes obstáculos todos os dias. Lá é um verdadeiro laboratório para qualquer um. Digo que lá, muito aprendi e continuo aprendendo, e tentando melhorar mesmo em condições muitas vezes desfavoráveis. Mas o melhor do abrigo, são as demonstrações de carinho de todos os bichinhos, cada um com sua personalidade. Eu particularmente, estou lá por eles e hoje cada um tem um pedacinho em meu coração.


Esse post é no intuito de contar a história de uma gatinha, que desde a primeira vez que a vi me despertou especial interesse. Ela era cabeçudinha, magrela e com olhos bem grandes, eu disse para meu marido, "no abrigo tem uma gatinha que parece uma anãzinha". E todos os dias no abrigo lá estava ela a me acompanhar, miando muito, no início mais afastada, com o tempo começou a escalar meu macacão pedindo patê e atenção, e eu sempre atendendo.

Um belo dia eu a filmei e mostrei ao meu marido, ele a achou "bonitinha", e eu comecei a falar dela todos os dias. Até que um dia, ele concordou com a adoção da gatinha. No início, pensei no estresse que Filó e Tine (minhas outras 2 gatinhas) teriam e preferi pensar um pouco antes de levá-la para casa.

Mas um dia eu ia saindo do gatil e olhei a ala dos filhotes, e lá estava ela me olhando, quando deu um miadinho muito baixo, não vacilei, voltei e a busquei, e só liguei pra Cecília e avisei: "adotei a Magali".

Chegando em casa o estresse começou, era gato "riscando fósforo pra cá e pra lá", a Filó que sempre foi mais apegada comigo, logo a aceitou o que me surpreendeu, acho que ela sentiu e pensou "a mamãe gosta mesmo dela, então eu tenho que gostar", e com o tempo as três se adaptaram muito bem.

A Magali logo recebeu um apelido, eu a chamava de NINI, assim como a filó eu chamo de NHORI e a Tine eu chamo de TINE (o nome dela é constantine).E assim como no abrigo, em casa sempre ficou ao meu lado, deitava comigo sempre, se eu ia ao banheiro era obrigatório que ela fosse junto, senão começava a miação na porta, na hora da comida a miação era certa, e na hora do sachê da Whiskas, era uma loucura.

O que eu mais gostava é que quando eu chegava dos meus plantões ao deitar na minha cama, ela vinha me "massagear" na barriga e logo se aninhava pois sabia que era hora de dormir e assim foi todos os dias de nossa convivência.

Ela sempre foi minha companheira, onde eu ia ela estava, se eu ia ao jardim, ela corria atrás, se eu me agachava ela vinha pro meu colo. Ela se mostrou uma gata fiel (isso não é particularidade de cão), carinhosa.

Mas a Nini sempre foi muito fragil, chegou doentinha, e na semana passada fiz uma única aplicação de uma medicaçao para tentar solucionar mais uma vez as fezes hora líquidas, hora pastosas. E fiquei muito feliz, no dia seguinte ela fez um coco durinho, liguei pra Cecília ou ela me ligou e logo contei, falei da alegria que eu me encontrava. Na sexta, dia 4, não dei plantão e não acompanhei meu marido em seu trabalho (ele também é músico), fiquei com a Magali vendo escola de samba no sofá, só na preguiça. Logo fui dormir e a Nini foi junto, no sábado, acordei, fui colocar comidinha pra elas e lá veio a miaçao. Como de costume depois ela foi ao banheiro e eu observando feliz o "coco durinho", me acompanhou no quintal, unhou minha cadelinha pelo atrevimento de assustá-la e me acompanhou depois até a porta pois sabia que eu ia sair. Foi a última vez que a vi com vida, voltei 2 horas depois e não acreditei no que vi na porta do meu quarto, entrei em desespero, pois pra mim ela estava bem. Realmente não sei o que levou minha gata, e nem quero pensar muito nisso, pois realmente não sei o que aconteceu e estou traumatizada. Como veterinária a gente sempre acha que falhou em não perceber que, talvez, algo estivesse errado.

Amei essa gata demais e ainda está difícil voltar do plantão e não a encontrar e não receber sua "massagem matinal" ou ir ao banheiro e não escutar seu miado pedindo pra entrar, olhar a sua liteira e seu potinho vazio, pois não tenho coragem de retirá-los.

Bem, apesar de ainda sentir muito a perda repentina, eu gostaria de registrar aqui que a adoção dessa gata foi a MINHA MAIOR ALEGRIA e a MELHOR DECISÃO QUE TOMEI.

Aconselho todos a adotar pois não são só eles que precisam, todos nós precisamos descobrir o que realmente significa a palavra amor incondicional e nos tornar pessoas melhores, um animal não julga suas manias, sua roupa, cor, raça e opiniões, ele simplesmente está ali querendo um pouco de carinho e atenção, e em troca está disposto a te dar TODA FELICIDADE DO MUNDO, e a NINI, com toda certeza, cumpriu sua missão aqui comigo.

NINI te amo demais, zoiudinha.

Mamãe sente sua falta e obrigada por tudo."

Leila Sena - mãe da Magali, Tini e Nhori - além de tia de muitos outros gatinhos e cãezinhos

                                         Magali ainda no abrigo antes da adoção.
 
                                          Já na casa nova.
                                          Com a mamãe Leila e a irmãzinha Filó.


1 de março de 2011

Ágatha, a gata!

Essa é a cartinha da mamãe da Ágatha, a Livia, que adotou a gatinha no começo de fevereiro.

Não há alegria maior do que ver que um animalzinho nosso, agora tem um lar seguro e feliz! ADOTEM!

"Olá,  estou te mandando fotos da nossa Ágatha, a gata!


No começo, a Mabi, nossa gata branca, não queria aceitar muito bem a Ágatha. Mas no outro dia elas já brincavam timidamente. Outra coisa que me chamou a atenção era o fato de como ela era carente no começo. Miava muito, pedia carinho, se esfregava na gente o tempo todo. Eu ficava com muita pena, pois o histórico de abandono leva a esse quadro. Tanto é que eu comentei com o pessoal daqui, que eu saí de certa forma muito triste do abrigo: os gatos de lá são tão carentes que se comportam como cães, subindo nas nossas pernas, pedindo carinho. É uma cena muito tocante.

Uma semana depois que a Ágatha estava aqui, já estava se comportando como um legítimo gato: subia nas coisas, brincava de atacar, pupila dilatada, cauda inquieta... e na hora que ELA QUER, aí sim: carinho!! hehehehe!!!

Mas de modo geral, ela é uma gata muito educada, e junto com a outra, formam uma bela dupla. Ah, e também já está acostumada com a casa da minha mãe, que por sinal, também achou-a linda.

Lívia Fernanda."
05/02/11





2 de fevereiro de 2011

Gato da semana - Pipoca - ADOTE!

Pipoca é um gato gostoso, mestiço a persa, lindo, manhoso e ciumento, gosta de exclusividade. Já é adulto, e aguarda adoção. Ele não gosta muito de outros gatos, seria ótimo ser filho único.

Pipoca aguarda adoção e quer um lar com muito carinho e mimo. Para adotar o Pipoca, entre em contato com cibessa@hotmail.com


25 de janeiro de 2011

Neste sábado dia 29, adote um gatinho. Feira de adoção de gatos.

24 de janeiro de 2011

Mamãe gatinho precisa de cuidados, você pode ajudar?

Mamãe gatinho (esse nome que dei pra ela) fez uma cirurgia grande, estava com vários probleminhas. Passa bem, mas seu pós operatório precisa ser feito em uma casa, com carinho e atenção. Na verdade, ela precisa só de um lugar tranquilo para se recuperar, pois lá no abrigo o ambiente é muito estressante pela grande quantidade de animais.

Precisamos de um lar temporário (melhor ainda se for definitivo!) para a mamãezinha ficar 100%. Ela é muito boazinha, não dá trabalho nenhum, precisa mesmo é de sossego.

Quem puder ajudar, favor enviar email para cibessa@hotmail.com


20 de janeiro de 2011

Quer uma dica pra ser feliz todos os dias?

Não é à toa que animais são indicados para tratamentos terapêuticos e só quem tem um sabe: são lições de amor, carinho e respeito todos os dias.

O "remédio" mais gostoso e eficiente contra a depressão: ADOTE UM AMIGO!

16 de janeiro de 2011

Gatinho Bochecha: da fama para um final feliz!

Quem acompanhou nosso blog com a histórinha do gatinho Bochecha (toda história está no final da página)vai gostar de saber da última novidade.
Bochecha já está no seu novo lar, com uma familia muito amorosa de humanos e dois irmãos felinos muito fofos.

Abaixo, segue o email enviado essa semana pela Lorena, mamãe dele:

"Estou escrevendo para enviar notícias do Bochechinha. Ele está muito bem, super acostumado à casa. Na verdade, parece que nasceu por lá =D. Ele achou um cantinho gostoso entre os meus bichinhos de pelúcia para se esconder... demorei um tempão para encontrá-lo lá.

O Mignolo e a Zuzu já estão aceitando o novo irmãozinho, apesar de escutar umas rusgas de vez em quando. Mas parece que o Bochecha não se importa muito com elas. Talvez por já ter convivido com tantos gatos. Ele quer mais é correr atrás da bolinha que faz barulho ou da bolinha de papel ou encontrar uma folha seca pra ficar lutando hooooooras a fio. Ele é muito fofo!"

A maior alegria do mundo para quem trabalha com animais é encaminhá-los a lares amorosos como esse. Peço a Deus todos os dias que coloque em nosso caminho pessoas assim para poder oferecer a mais animais, um lar feliz.

Abaixo algumas fotos do dia que Bochechinha chegou em sua nova casa. A madrinha aqui, morre de saudades...

Bochechinha com mamãe Lorena e papai Marcos

Papai, mamãe e irmãozinho Mignolo com Bochechinha

Papai Marcos com Bochechinha posando pra foto

9 de janeiro de 2011

Uma estrelinha especial no céu

Hoje perdemos uma gatinha muito especial. O nome dela era Manivela. Não tenho fotos dela. Tinha esse nome porque seu rabinho era quebrado, parecia uma Manivela. Era uma filhote, na verdade, já adolescente. Uma gatinha que sempre teve a saúde frágil, mas era muito, muito alegre e espivitada.

Manivela me deixa saudades, e mais que saudades, uma tristeza enorme. Foi para o abrigo ainda pequena, cresceu lá praticamente. Um lugar lotado de gatos, com cuidados limitados, com muito pouco que um animal precisa. Acreditem, abrigos de animais não são lugares bons para eles!

Me entristece saber que assim como ela, outros gatinhos tiveram esse fim, outros terão, não só os gatos, como os cães que lá vivem. Animais que são rejeitados por serem sem raça, e por viverem em um mundo em que o ser humano, pouco os entende.


Escrevo esse post não para compartilhar minha tristeza, pq não gosto de compartilhar coisas ruins, mas para dispertar o coração de todos, para que abram um espaço em em sua casa, em sua cama, para receber um animal. Não há coisa mais triste do que a falta da esperança. Animais de abrigo, animais de rua, passam por isso. Então, por todos aqueles que já foram, peço isso, dê uma chance, tenho certeza que não irá se arrepender.

Essa foto abaixo são de apenas alguns gatinhos que passaram por nossos cuidados e que infelizmente, não puderam sentir o conforto e o amor de estarem sendo protegidos dia a dia por uma família. Estão no céu dos gatinhos, com todo o amor Divino, e tomara, esperando por mim!





9 de dezembro de 2010

Animal não é brinquedo


Bochecha foi doado na segunda-feira, dia 06/12. Parecia que tudo seria lindo até que a pessoa que o adotou quis devolvê-lo só porque ele fez cocô no lugar errado... Ainda estava em fase de adaptação e animais nem sempre fazem as necessidades onde deveriam (apesar que gatos são animais hiper higiênicos e aprendem muito rápido a usar a caixinha de areia).

Bem, Bochecha está para adoção novamente. É um gatinho doce, muito brincalhão e querido (além de muito lindo, né?). Merece uma família que o ame de verdade! Quem quiser adotá-lo, entrar em contato com cibessa@hotmail.com

Já está castrado, vermifugado e será vacinado neste final de semana.

Leia aqui as regras para adoção.

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ATUALIZAÇÃO

A história do Bochecha comoveu tanta gente que ele até saiu no jornal Diário da Manhã!



7 de dezembro de 2010

Adote um gatinho ou dê lar temporário

Eles precisam de você. De carinho. De amor. Eles querem passar o natal em família!

13 gatinhos foram abandonados essa semana por pessoas que não gostam de animais. Será que você pode cuidar de algum deles?


Se você tiver algum interesse em ajudar com ração ou dar abrigo provisório, entre em contato!
contato@aspaan.org.br